O QUE DIZER DE UMA GREVE GERAL?

ROSARINHO PORTUGAL 70

 

Segundo dizem a greve é um direito de todos os trabalhadores - Falso!

Perguntem aos que trabalham no privado se são livres de fazer greve? Não são, pois temem pelo seu emprego, pela sua sobrevivência e dos seus. Logo, a greve não pode ser considerada como um direito de todos os trabalhadores.

Além de tudo o mais, estes trabalhadores que se vêm obrigados a ir trabalhar, na maior parte dos casos, é um dia em que não ganham mas sim gastam mais do que o valor do salário diário.
É justo? Penso que não!

Pessoalmente sou contra greves, pois para além de lesar o país, atingem terceiros.
Amanhã o País vai parar e haverá muitos danos. Desde dos pais que são obrigados a faltar, porque os filhos não têm aulas, consultas, cirurgias e atendimento nas urgências dos Hospitais, serão bastante afetadas. Deus permita, que não se percam vidas!

Audiências nos Tribunais, já por si tão demoradas, serão canceladas. Repartições públicas sem atendimento ao público. E muito mais haveria apontar.
Mas como os cidadãos trabalhadores podem exigir os seus direitos e dizer não, a alterações, nas Leis de trabalho com as quais não concordam ou sentem mesmo que serão muito prejudicados? Como? Não há como! Não gostas? A porta da rua é a “serventia da casa”.

E vivemos em Democracia, que pelos vistos ainda não foi conseguida.

Esta Greve Geral, que iniciou na quarta-feira já se vai começar a sentir e se prolongará até hoje (sexta-feira), deve-se única e exclusivamente ao Governo. Falta de diálogo, falta de flexibilidade, uma alteração no pacote laboral, que não constou em muitos pontos, no programa eleitoral.

Quem não se sente, não é filho de boa gente. Na minha opinião esta greve não é de esquerda, é uma greve de direita e de esquerda. Uma greve que poderia ser evitada, se os interesses de um simples trabalhador fossem salvaguardados.

Mas são sempre os mais frágeis a pagar a fatura!

Rosário Portugal