CONTINUAMOS A PERDER PODER DE COMPRA

2 PODER DE COMPRA1

 

Com base nos dados divulgados pela DGAEP (Ministério das Finanças) conclui-se que o poder de compra da Remuneração Base Média Mensal Bruta (RBMMB), ou seja, antes de quaisquer descontos (CGA/SS, ADSE/ADN/SAP,IRS), da esmagadora maioria dos trabalhadores era, este ano, inferior ao de 2011 antes dos cortes nas remunerações feitos pelo governo de José Sócrates.

Por exemplo em relação à função pública esta vai variando de categoria profissional.
Assim:
Dirigentes, entre menos 6,7% a menos 15,7%;
Técnicos superiores: menos 13,3%;
Investigadores menos 31,6%;
Professores universitários menos 13,6%;
Professores do secundário e do ensino básico menos 8,6%;
Médicos menos 7,1%;

Porém com o aumento que o governo de Montenegro aprovou para 2025 (mais 2,15% com um aumento mínimo de 56,68€), a situação praticamente não foi alterada.

Considerando que a inflação deste ano é de apenas metade da prevista pelo governo (na 1ª metade do ano ganham os trabalhadores, na 2ª perdem o poder de compra ganho).

O Ponney lembra que estes cálculos foram feitos com base em remunerações brutas. Ou seja, sem descontos para CGA,ADSE,IRS, pois se fosse com remunerações líquida após descontar para CGA, ADSEI/ADN/SP e IRS a perda de poder de compra é bem maior.

Só quem se “salva” de perda de poder de compra são principalmente os “assistentes operacionais” porque a sua remuneração está colada ao salário mínimo nacional e é crime mexer ainda mais. Mas o custo de vida vai apanhar também este grupo independentemente do aumento do ordenado mínimo ou não.

Depois ainda temos que considerar os aumentos das pensões, que variam entre 37 cêntimos por dia. Demonstrando que a Lei 53-B/2006 é injusta, dado que não garante nem a melhoria digna dos pensionistas mais baixas, nem a manutenção do poder de compra.

Para as restantes medidas propostas para este ano incluiu a reforma que subiu para 66 anos e 7 meses. O que aumentou a possibilidade de renovar a idade laboral.

Para que se possa ficar com uma ideia clara e verdadeira da situação da esmagadora maioria dos pensionistas no nosso pais construiu-se um quadro com as pensões médias (velhice, invalidez e sobrevivência) de 2023 divulgadas pelo INE no seu Anuário Estatístico. A que se deve acrescentar o aumento registado em 2024 decorrente da Portaria 424/2023, e adicionamos ainda os aumentos de pensões decorrentes da Lei 53-B/2007 e o extraordinário aprovado para 2025 pela Assembleia da Republica com base na proposta do PS, obtendo desta forma os valores das pensões médias de velhice, invalidez e sobrevivência que vigoraram em 2025. E como concluirá esses valores ou estão abaixo do limiar da pobreza ou pouco acima deles - segundo estudos do economista Eugénio Rosa.

Com o custo de vida a subir onde se espera chegar em 2026?

AF
12-12-2025