Editorial 17/04/2026
O QUE DEPRESSA SE FAZ, TAMBÉM, DEPRESSA SE DESFAZ
Nesta edição trazemos esta ideia que dá título ao nosso editorial. «O que depressa se faz, também, depressa se desfaz» que é o mesmo que lembrar o que, nos dias de hoje tanto se faz, que é o de se usar, cada vez mais, a “cola de saliva” aplicada à vida.
Em Coimbra, cidade onde até o Mondego já aprendeu a levar o seu tempo, continuamos a insistir numa estranha modalidade de pressa, onde nem a vetusta Universidade de Coimbra resiste. E devia resistir com todas as suas forças.
A atitude normativa, infelizmente também adotada pela UC, em que se decide tudo rápido; com convicção, mas sem crítica; com entusiasmo e sem consulta ao bom senso - acaba por revelar-se um redondo desastre. Bem lembrava o povo (hoje demasiadamente esquecida) que dizia: “depressa e bem, não há quem”. Nem a “inteligência” artificial, mas aparenta durabilidade o que se revela um perfeito erro. Por outro lado dá bastante dinheiro a alguns poucos.
O Ponney é um jornal que está no ponto oposto. Gostamos mais de tempo. Procuramos ver o todo e tentar entender as consequências e, por esta procura do mais próximo à verdade. Assim iniciamos com o artigo «CIÊNCIA PRECÁRIA PARA QUE HAJA MAIS “ACARTADORES DE COMIDA”?».
Pois não se faz o correto apoio aos investigadores científicos, o país não evolui e, como consequência, o desastre político que se revela na falta de produção. Quando hoje já se entende bem que a criatividade é a “moeda” mais forte de qualquer mercado. Os vários governos não criam políticas para proteger e motivar os investigadores científicos. É mais fácil andar ao sabor dos ventos mundiais, do que se agarrar ao leme e controlar a direção de Portugal.
Como em Coimbra se formam decisores, deveria, o Concelho de Coimbra, ter uma prática de reflexão, de transparência para incentivar à participação de todos. Usando a razão inteligente (cérebro e coração) para desfazer maus raciocínios. Infelizmente Coimbra afastou-se desta importante missão. Hoje segue ventos de arrogância e perde o leme de direção.
O artigo «COIMBRA É A CAPITAL DO NÓ CEGO E DO BIFE PROIBIDO» revela as muitas situações onde, Coimbra, perdeu a reflexão de que deve “DAR A PALAVRA” a todos. Qualquer conimbricense, digno desse nome, sabe que deve dizer “peço a palavra” quando vê a Democracia em risco. O Ponney vai continuar a pedir a palavra.
Pedimos a palavra para revelar um facto evidente e que deve ter a força de todos nós para mudar quando «EM COIMBRA O FUTURO É A IA, MAS O PRESENTE É A REPOSIÇÃO DE IOGURTES». Devemos lutar contra as políticas absurdas.
No artigo «COIMBRA EM MEMÓRIAS DE UMA CASA QUE NUNCA FOI MINHA» revelamos a própria desordem na cabeça de tantos estudantes do ensino superior. Desorganização revelada no dia-a-dia.
Finalizamos com o estudo publicado pela AAC sobre o uso da IA. Interessante pensarmos que é moda falar-se de IA e quase nada de IH (Inteligência Humana). Assim escrevemos este artigo, com o título «PREPARAR GERAÇÃO DE "NATIVOS DIGITAIS" QUE NÃO SABEM O QUE ESTÃO A FAZER, MAS FAZEM-NO COM IA». Esta coisa de fazer depressa e não nos lembrarmos que “depressa e bem, não há quem” traz-nos a inconveniência de não falarmos mais da IH.
A tira de banda desenhada da Dani traz-nos mais informação sobre a Dieta Mediterrânica.
Iniciamos os artigos de opinião com um artigo polémico sobre a banca e as suas desventuras. Um artigo escrito pelo nosso amigo António Pinhas, «E FEZ-SE BANCO COM MUITO DINHEIRO».
Maria Júlia enviou-nos um artigo que critica as muitas asneiras em Coimbra com o artigo de opinião, que decerto perdeu a confiança da Presidente Ana Abrunhosa, «COIMBRA COM REGULAMENTOS E OUTRAS FICÇÕES URBANÍSTICAS».
Terminamos com o artigo escrito pelo nosso amigo Otávio Ferreira que nos alerta para «COIMBRA ONDE O VELHO GLAMOUR DAS UNHAS DE UMA CIDADE COM URTICÁRIA».
Boas leituras e bom fim-de semana.
José Augusto Gomes
Diretor do jornal digital O Ponney

