EDP: EMPRESA DO SÉCULO PASSADO

Chamada telefónica da EDP, esta manhã.
O diligente colaborador, com aquele discurso tipo cassete do tempo passado, lá engrenou a fita para me tentar dizer que a empresa, a da luz, tinha novos pacotes para os consumidores.
E com descontos e tudo, de 10%.
Interrompi o meu interlocutor.
"O amigo desculpe lá, mas a EDP não poderia enviar por email toda essa lenga-lenga que me está a transmitir?" .
Ficou baralhado.
Lá fui dizendo:
"Estamos no séc. XXI, na era do digital, das comunicações por email e por mensagens, e os senhores, a sua empresa, continua no século passado?".
E não me contive;
"Fazem-nos perder tempo quando, e até me ocorreu agora outra ideia: mandavam consultar o vosso site (deve estar lá isso tudo que me está a anunciar, não?). Estamos na era das novas tecnologias. Estas jogam a favor da EDP e correm, também, a favor dos clientes.
Que raio de empresas são estas que continuam apegadas ao passado, expostas às teias de aranha e mergulhadas na escuridão dos velhos processos?
Areias finas que nos tentam atirar. Está-se mesmo a ver que, e no final, da palestra, seria servido o convite para uma assinatura de um Contrato, como se tivéssemos ficado com tudo retido na cabeça. São artimanhas e manhas, da EDP, da tal...
Mas vinha, o cordato colaborador, anunciar boas novas, mas não é capaz a EDP de, e neste tempo de crise, perdoar um ou dois meses de facturação a todos os portugueses, incluindo empresas e unidades de saúde.
Milhões e milhões de apuramentos de dividendos nos últimos 20 anos, mas não consegue, mesmo com um vírus a mostrar a sua garra, e com cheirinho e sabor chinês - também têm posicionamento de quotas na empresa - trazer uma réstia de esperança aos clientes. Comem tudo e não deixam nada...
Choques eléctricos o que nos vai servindo a EDP, a do nosso descontentamento.
António Barreiros
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